FLÁVIO BOLSONARO TERIA DEIXADO O BRASIL RUMO AOS EUA; RELATO APONTA SUPOSTA OPERAÇÃO DE PROTEÇÃO AMERICANA
Informações sobre a saída do senador ganham força após relatos de aliados. Suposta participação do governo dos Estados Unidos em operação de segurança ainda não foi confirmada oficialmente.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil nesta terça-feira (27), dois dias após a derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pela imprensa brasileira, que relata confirmações de pessoas próximas ao parlamentar. Paralelamente, circula uma alegação atribuída ao ativista Simón Levy de que o deslocamento ocorreria em uma operação com proteção dos Estados Unidos para garantir a segurança do senador.
A possível saída do país começou a ganhar repercussão após o portal argentino Infobae publicar que Flávio teria atravessado a fronteira brasileira em direção à Argentina, de onde embarcaria em uma aeronave particular com destino aos Estados Unidos. A publicação mencionou um jato Gulfstream G400 que estaria no aeroporto de Puerto Iguazú.
Entretanto, a informação provocou versões contraditórias. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, negou inicialmente que o parlamentar tivesse deixado o Brasil. Autoridades argentinas também informaram não haver registro oficial de sua entrada no território do país vizinho.
Apesar das negativas iniciais, uma reportagem publicada pela GZH nesta terça-feira informou que aliados do senador confirmaram sua saída do Brasil. O destino apontado é os Estados Unidos, mas os detalhes do deslocamento e o paradeiro exato do parlamentar ainda não foram esclarecidos oficialmente.
A situação ocorre em meio a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal, no âmbito de investigações em andamento. Flávio Bolsonaro criticou a decisão judicial e havia declarado publicamente que não pretendia deixar o país.
Quanto à suposta operação de proteção americana, ainda não existem elementos públicos suficientes para confirmar o envolvimento do governo dos Estados Unidos. Também não há comprovação independente dos detalhes atribuídos a Simón Levy.
O caso permanece cercado de informações conflitantes e deve ganhar novos desdobramentos diante das verificações realizadas pela Polícia Federal e da repercussão política envolvendo o ex-candidato à Presidência da República.







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